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Vale buscar uma segunda opinião antes da cirurgia ortognática?

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Tentaram tirar meu siso e não conseguiram. O que fazer agora?

  Uma cirurgia interrompida pode deixar o paciente assustado — e às vezes com a sensação de que existe algo “muito errado” com seu dente. Mas uma tentativa de extração que não pôde ser concluída não significa que o siso seja impossível de remover. Primeiro é necessário entender o que aconteceu . O dente pode apresentar raízes complexas, estar profundamente incluso, ter relação próxima com o nervo ou simplesmente exigir uma abordagem diferente da inicialmente planejada. Também é importante saber o que permaneceu no local. Existe um dente inteiro? Uma raiz? Um fragmento? Houve alguma intercorrência? Não tente resolver isso apenas procurando outro profissional para “terminar rapidamente”. Uma nova avaliação deve começar pelo exame clínico e pelas imagens disponíveis. Em determinadas situações, pode ser necessário solicitar tomografia para compreender melhor a anatomia antes de uma segunda intervenção. Também pode ser apropriado aguardar um período antes de realizar novo procedimento, ...

Tenho mais de 30 anos. É tarde para tirar os sisos?

  Não existe uma idade a partir da qual seja simplesmente “proibido” retirar um siso. Mas idade e indicação são coisas diferentes. Muitas pessoas chegam aos 30, 40 anos ou mais com terceiros molares inclusos que nunca causaram problemas. Nesses casos, a decisão de operar não deve ser baseada apenas no fato de o dente existir. É necessário perguntar: existe doença? O siso está comprometendo o dente vizinho? Há episódios de inflamação? Existe alguma alteração associada nas imagens? Também é preciso considerar os riscos da cirurgia. Com o passar dos anos, o osso e as raízes já estão completamente formados e determinadas cirurgias podem apresentar características diferentes das realizadas em pacientes mais jovens. Condições gerais de saúde e medicamentos também ganham importância no planejamento. Isso não significa que alguém com 35 ou 45 anos terá necessariamente uma recuperação ruim. Significa que indicação e risco precisam ser individualizados. Se o siso está saudável e sem doença a...

Junta médica do plano de saúde: ela pode simplesmente cancelar a cirurgia indicada pelo seu cirurgião?

 Você recebe uma indicação cirúrgica, reúne exames, relatórios e documentação e solicita autorização ao plano de saúde. Alguns dias depois surge uma informação inesperada: “Seu procedimento foi encaminhado para junta médica.” Para muitos pacientes, isso soa como se a operadora tivesse criado uma espécie de tribunal para decidir se a cirurgia indicada pelo profissional que acompanha o caso poderá ou não ser realizada. Mas juridicamente e regulatoriamente, a junta médica ou odontológica tem uma finalidade mais específica. Ela existe para resolver uma divergência técnico-assistencial . E há regras. O que é uma junta médica ou odontológica? A Resolução Normativa ANS nº 424/2017 estabelece que a junta é formada quando existe divergência entre o profissional assistente — médico ou cirurgião-dentista que indicou ou realizará o tratamento — e o profissional designado pela operadora. A junta é formada por três participantes: o profissional assistente; o profissional da operadora; e um terce...

Preciso usar aparelho antes da cirurgia ortognática?

 Na maioria dos tratamentos ortodôntico-cirúrgicos convencionais, sim. Mas entender o motivo é mais importante do que simplesmente saber que será necessário usar aparelho. Quando existe uma alteração na posição dos maxilares , os dentes frequentemente se inclinam ao longo dos anos tentando compensar parcialmente essa diferença. Antes da cirurgia, o ortodontista pode precisar remover essas compensações e posicionar os dentes de maneira adequada dentro de cada base óssea. É a chamada descompensação ortodôntica . Existe um detalhe que costuma preocupar: durante essa fase, algumas pessoas percebem que a mordida ou o perfil parecem temporariamente mais alterados. Isso não significa necessariamente que o tratamento esteja dando errado. Os dentes estão sendo preparados para que, quando os maxilares forem reposicionados, exista uma relação adequada entre as arcadas. O tempo dessa preparação varia bastante. Existem protocolos diferentes e situações específicas em que a sequência convencion...

Implante zigomático: para quem perdeu muito osso da maxila ele evita enxerto?

  Quando existe perda óssea muito acentuada na maxila, implantes convencionais podem não encontrar volume suficiente para uma posição adequada. Durante muito tempo, grandes reconstruções ósseas representaram uma das principais alternativas para esses pacientes. Mas existe outra possibilidade para casos cuidadosamente selecionados : o implante zigomático. O que é um implante zigomático? É um implante consideravelmente mais longo do que o convencional. Em vez de depender exclusivamente do osso alveolar da maxila, sua ancoragem envolve o osso zigomático , estrutura localizada na região da maçã do rosto. Isso permite utilizar uma região óssea diferente quando a maxila apresenta atrofia grave. Isso significa que ele substitui qualquer enxerto? Não. Implantes zigomáticos são uma solução específica para determinados cenários. Não devem ser interpretados como uma versão “melhor” do implante convencional nem como uma forma de evitar enxertos a qualquer custo. A escolha depende de anatomia, ...

Como é feito o planejamento 3D da cirurgia ortognática?

  Antes de uma cirurgia ortognática , existe uma etapa que o paciente não vê no centro cirúrgico, mas que é fundamental: o planejamento. Atualmente, muitos casos podem ser estudados em ambiente virtual. Tomografia computadorizada , escaneamento das arcadas dentárias e registros clínicos permitem construir representações tridimensionais do esqueleto facial e da mordida. A partir delas, o cirurgião pode simular os movimentos planejados para maxila e mandíbula e estudar suas relações antes da operação. Em determinadas técnicas, guias ou dispositivos utilizados durante a cirurgia podem ser produzidos a partir desse planejamento. Isso significa que o computador decide como será a cirurgia? Não. O software é uma ferramenta . Diagnóstico, indicação dos movimentos e decisões clínicas continuam sendo responsabilidade da equipe. O planejamento virtual também não transforma cirurgia em matemática perfeita. O organismo possui tecidos moles, músculos, articulações e processos biológicos que não...