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Mostrando postagens de setembro, 2026

Vale buscar uma segunda opinião antes da cirurgia ortognática?

  Cirurgia ortognática é um tratamento que envolve planejamento, ortodontia, anestesia geral, recuperação e mudanças funcionais e faciais. Por isso, querer compreender bem a indicação antes de decidir é perfeitamente razoável. Buscar uma segunda opinião não significa desrespeitar ou desconfiar do primeiro profissional. Ela pode confirmar o diagnóstico e o planejamento já propostos — o que também é útil — ou apresentar uma interpretação diferente que mereça discussão. O importante é não transformar segunda opinião em uma procura interminável até encontrar alguém que diga exatamente aquilo que você gostaria de ouvir. Leve exames, documentação ortodôntica e, se possível, informações sobre o planejamento já sugerido. Pergunte qual é o diagnóstico, quais movimentos são considerados, quais benefícios são esperados, quais riscos existem e quais alternativas seriam possíveis. Se duas propostas forem diferentes, tente compreender por que são diferentes. Em cirurgia, uma decisão informada ...

Tentaram tirar meu siso e não conseguiram. O que fazer agora?

  Uma cirurgia interrompida pode deixar o paciente assustado — e às vezes com a sensação de que existe algo “muito errado” com seu dente. Mas uma tentativa de extração que não pôde ser concluída não significa que o siso seja impossível de remover. Primeiro é necessário entender o que aconteceu . O dente pode apresentar raízes complexas, estar profundamente incluso, ter relação próxima com o nervo ou simplesmente exigir uma abordagem diferente da inicialmente planejada. Também é importante saber o que permaneceu no local. Existe um dente inteiro? Uma raiz? Um fragmento? Houve alguma intercorrência? Não tente resolver isso apenas procurando outro profissional para “terminar rapidamente”. Uma nova avaliação deve começar pelo exame clínico e pelas imagens disponíveis. Em determinadas situações, pode ser necessário solicitar tomografia para compreender melhor a anatomia antes de uma segunda intervenção. Também pode ser apropriado aguardar um período antes de realizar novo procedimento, ...

Tenho mais de 30 anos. É tarde para tirar os sisos?

  Não existe uma idade a partir da qual seja simplesmente “proibido” retirar um siso. Mas idade e indicação são coisas diferentes. Muitas pessoas chegam aos 30, 40 anos ou mais com terceiros molares inclusos que nunca causaram problemas. Nesses casos, a decisão de operar não deve ser baseada apenas no fato de o dente existir. É necessário perguntar: existe doença? O siso está comprometendo o dente vizinho? Há episódios de inflamação? Existe alguma alteração associada nas imagens? Também é preciso considerar os riscos da cirurgia. Com o passar dos anos, o osso e as raízes já estão completamente formados e determinadas cirurgias podem apresentar características diferentes das realizadas em pacientes mais jovens. Condições gerais de saúde e medicamentos também ganham importância no planejamento. Isso não significa que alguém com 35 ou 45 anos terá necessariamente uma recuperação ruim. Significa que indicação e risco precisam ser individualizados. Se o siso está saudável e sem doença a...

Junta médica do plano de saúde: ela pode simplesmente cancelar a cirurgia indicada pelo seu cirurgião?

 Você recebe uma indicação cirúrgica, reúne exames, relatórios e documentação e solicita autorização ao plano de saúde. Alguns dias depois surge uma informação inesperada: “Seu procedimento foi encaminhado para junta médica.” Para muitos pacientes, isso soa como se a operadora tivesse criado uma espécie de tribunal para decidir se a cirurgia indicada pelo profissional que acompanha o caso poderá ou não ser realizada. Mas juridicamente e regulatoriamente, a junta médica ou odontológica tem uma finalidade mais específica. Ela existe para resolver uma divergência técnico-assistencial . E há regras. O que é uma junta médica ou odontológica? A Resolução Normativa ANS nº 424/2017 estabelece que a junta é formada quando existe divergência entre o profissional assistente — médico ou cirurgião-dentista que indicou ou realizará o tratamento — e o profissional designado pela operadora. A junta é formada por três participantes: o profissional assistente; o profissional da operadora; e um terce...

Preciso usar aparelho antes da cirurgia ortognática?

 Na maioria dos tratamentos ortodôntico-cirúrgicos convencionais, sim. Mas entender o motivo é mais importante do que simplesmente saber que será necessário usar aparelho. Quando existe uma alteração na posição dos maxilares , os dentes frequentemente se inclinam ao longo dos anos tentando compensar parcialmente essa diferença. Antes da cirurgia, o ortodontista pode precisar remover essas compensações e posicionar os dentes de maneira adequada dentro de cada base óssea. É a chamada descompensação ortodôntica . Existe um detalhe que costuma preocupar: durante essa fase, algumas pessoas percebem que a mordida ou o perfil parecem temporariamente mais alterados. Isso não significa necessariamente que o tratamento esteja dando errado. Os dentes estão sendo preparados para que, quando os maxilares forem reposicionados, exista uma relação adequada entre as arcadas. O tempo dessa preparação varia bastante. Existem protocolos diferentes e situações específicas em que a sequência convencion...

Implante zigomático: para quem perdeu muito osso da maxila ele evita enxerto?

  Quando existe perda óssea muito acentuada na maxila, implantes convencionais podem não encontrar volume suficiente para uma posição adequada. Durante muito tempo, grandes reconstruções ósseas representaram uma das principais alternativas para esses pacientes. Mas existe outra possibilidade para casos cuidadosamente selecionados : o implante zigomático. O que é um implante zigomático? É um implante consideravelmente mais longo do que o convencional. Em vez de depender exclusivamente do osso alveolar da maxila, sua ancoragem envolve o osso zigomático , estrutura localizada na região da maçã do rosto. Isso permite utilizar uma região óssea diferente quando a maxila apresenta atrofia grave. Isso significa que ele substitui qualquer enxerto? Não. Implantes zigomáticos são uma solução específica para determinados cenários. Não devem ser interpretados como uma versão “melhor” do implante convencional nem como uma forma de evitar enxertos a qualquer custo. A escolha depende de anatomia, ...

Como é feito o planejamento 3D da cirurgia ortognática?

  Antes de uma cirurgia ortognática , existe uma etapa que o paciente não vê no centro cirúrgico, mas que é fundamental: o planejamento. Atualmente, muitos casos podem ser estudados em ambiente virtual. Tomografia computadorizada , escaneamento das arcadas dentárias e registros clínicos permitem construir representações tridimensionais do esqueleto facial e da mordida. A partir delas, o cirurgião pode simular os movimentos planejados para maxila e mandíbula e estudar suas relações antes da operação. Em determinadas técnicas, guias ou dispositivos utilizados durante a cirurgia podem ser produzidos a partir desse planejamento. Isso significa que o computador decide como será a cirurgia? Não. O software é uma ferramenta . Diagnóstico, indicação dos movimentos e decisões clínicas continuam sendo responsabilidade da equipe. O planejamento virtual também não transforma cirurgia em matemática perfeita. O organismo possui tecidos moles, músculos, articulações e processos biológicos que não...

Cirurgia ortognática muda muito o rosto?

  Sim, a cirurgia ortognática pode modificar a aparência facial . Afinal, ela reposiciona estruturas que ajudam a determinar o formato do rosto. Mas a quantidade e o tipo de mudança dependem dos movimentos realizados. Avançar uma mandíbula produz efeitos diferentes de recuá-la. Movimentar a maxila pode alterar a região ao redor do nariz e dos lábios. Cirurgias combinadas podem modificar diferentes proporções ao mesmo tempo. Por isso, não existe um “rosto de cirurgia ortognática ”. O planejamento começa pelo diagnóstico da alteração esquelética e funcional. A estética facial faz parte dessa análise, mas o objetivo não deve ser simplesmente transformar uma pessoa em outra. Atualmente, fotografias, tomografia, escaneamentos e softwares de planejamento permitem estudar previamente os movimentos ósseos e antecipar parte de seus efeitos. É importante, porém, compreender uma limitação: simulações não são fotografias garantidas do resultado final. Tecidos moles respondem biologicamente aos...

Meu rosto é assimétrico. Como saber se o problema está nos maxilares?

  Nenhum rosto humano é perfeitamente simétrico. Pequenas diferenças entre os lados são naturais e fazem parte da nossa aparência. A questão é quando a assimetria se torna evidente ou vem acompanhada de alterações na mordida. Nesses casos, os maxilares podem participar do problema. Uma mandíbula desviada para um lado, diferenças no crescimento da maxila ou alterações combinadas podem modificar tanto a oclusão quanto o equilíbrio facial. Mas nem toda assimetria tem origem óssea. Tecidos moles, dentes, músculos, sequelas de trauma e outras condições também podem produzir diferenças entre os lados da face. A avaliação começa observando o rosto e a mordida . Fotografias, modelos ou escaneamentos e exames de imagem podem complementar o diagnóstico. Em casos selecionados, tomografia e planejamento tridimensional ajudam a estudar as diferenças entre os lados e simular possíveis correções. Cirurgia ortognática pode fazer parte do tratamento quando existe uma alteração esquelética com ind...

Descobri um cisto no maxilar: por que o exame anatomopatológico é tão importante?

 “Retiramos o cisto e está tudo resolvido.” Às vezes, sim. Mas essa frase está incompleta enquanto não sabemos qual era exatamente a lesão . Existem diversos tipos de cistos e outras patologias capazes de produzir imagens parecidas nos maxilares. Por isso, uma cirurgia não deveria terminar simplesmente quando a lesão é removida. O diagnóstico precisa ser estabelecido. Radiografia consegue dizer qual cisto eu tenho? Em alguns casos, a combinação entre história clínica e imagem produz uma hipótese diagnóstica bastante provável. Mas imagem não é microscópio. Lesões diferentes podem apresentar características radiográficas semelhantes. É por isso que o material removido é frequentemente encaminhado para exame anatomopatológico . Nesse exame, o patologista avalia microscopicamente as características do tecido. Por que isso muda alguma coisa se a lesão já foi retirada? Porque diagnósticos diferentes apresentam comportamentos diferentes. Algumas lesões possuem baixa taxa de recorrência ap...

Meu queixo é para trás. Aparelho consegue corrigir?

  Quando o queixo parece muito para trás, é comum pensar que o problema está apenas nos dentes. Às vezes está. Outras vezes, existe uma diferença na posição dos próprios ossos da face. E essa distinção muda o tratamento . O aparelho ortodôntico movimenta dentes dentro dos ossos. Ele pode corrigir muitos problemas de alinhamento e mordida e, em casos selecionados, compensar determinadas discrepâncias. Mas o aparelho não reposiciona uma mandíbula adulta da mesma forma que uma cirurgia dos maxilares. Quando existe uma alteração esquelética importante, pode ser necessário discutir tratamento ortodôntico associado à cirurgia ortognática. Isso significa que todo queixo para trás precisa de cirurgia? Não. A aparência do perfil , sozinha, não estabelece indicação cirúrgica. É necessário avaliar relação entre maxila e mandíbula, mordida, posição dos dentes, proporções faciais e queixa do paciente. Em alguns casos, a alteração percebida como “queixo pequeno” pode ter componentes diferentes...

O siso pode estragar o dente que está ao lado?

  Pode acontecer — e esse é um dos motivos pelos quais a avaliação de um siso não deve considerar apenas se ele está doendo. O terceiro molar fica imediatamente atrás do segundo molar. Quando está inclinado ou parcialmente erupcionado, pode criar uma região de difícil higienização entre os dois dentes. Nessa área podem surgir cáries e problemas periodontais. Em determinadas situações, a pressão e a relação anatômica do siso também podem estar associadas a reabsorção da raiz do segundo molar. O detalhe importante é que essas alterações nem sempre provocam sintomas no início. Por isso, um paciente pode dizer “meu siso nunca incomodou” e ainda assim apresentar uma razão objetiva para discutir seu tratamento. Isso significa que todo siso inclinado deve ser retirado preventivamente? Não. A decisão precisa considerar benefícios e riscos da remoção, idade, posição do dente, possibilidade de acompanhamento e condição do segundo molar. Preservar um siso sem doença pode ser razoável em alg...

Tomo anticoagulante: preciso parar o remédio para fazer cirurgia na boca?

  Para muitos pacientes que utilizam anticoagulantes, a proximidade de uma extração gera um dilema: “Se eu continuar o medicamento, posso sangrar. Se eu parar, posso formar um coágulo. O que faço?” É justamente por existir risco nos dois lados que a decisão não deve ser tomada sozinho. Por que alguém utiliza anticoagulante? Anticoagulantes são prescritos para reduzir a formação de coágulos em situações como fibrilação atrial, trombose venosa, embolia pulmonar e outras condições. Entre os medicamentos utilizados atualmente estão anticoagulantes tradicionais e os chamados anticoagulantes orais diretos — DOACs . Cada medicamento possui características farmacológicas próprias. A cirurgia odontológica sempre exige suspensão? Não. Diversos procedimentos podem ser realizados utilizando medidas locais de controle de sangramento sem necessariamente interromper completamente a anticoagulação. Isso depende, entretanto, do risco hemorrágico da cirurgia e do risco tromboembólico do paciente . U...

Meu siso está deitado dentro do osso. A cirurgia é mais complicada?

  Ver um siso praticamente “deitado” na radiografia costuma impressionar. Esse tipo de terceiro molar é frequentemente chamado de siso horizontal ou incluso. Mas a posição do dente é apenas um dos fatores que determinam a dificuldade da cirurgia. O cirurgião também avalia profundidade do siso, quantidade de osso ao redor, formato das raízes, espaço disponível, relação com o segundo molar e proximidade de estruturas importantes, especialmente o nervo alveolar inferior. Em alguns casos, para retirar o dente com menor trauma, pode ser necessário remover uma pequena quantidade de osso e dividir o siso em partes. Essa técnica, chamada odontosecção, permite retirar fragmentos menores em vez de tentar remover o dente inteiro de uma só vez. Isso não significa necessariamente uma cirurgia traumática. Na realidade, dividir adequadamente um dente pode tornar sua remoção mais controlada. O pós-operatório também varia. Dois sisos aparentemente “deitados” podem apresentar graus de dificuldade m...

Tenho muito pouco osso para implantes: até onde é possível reconstruir?

  Quando um paciente recebe a informação de que “não tem osso”, é fácil interpretar isso como o fim do tratamento com implantes. Mas perda óssea não é uma situação única . Existem pacientes com pequena deficiência de espessura, outros com perda importante de altura e alguns com atrofias extensas envolvendo grande parte da maxila ou mandíbula. Para situações diferentes, existem estratégias diferentes. Por que o osso diminui? O osso que sustenta os dentes sofre remodelação continuamente. Depois que um dente é perdido, parte do estímulo funcional desaparece e o processo alveolar pode sofrer redução progressiva. Infecções, doença periodontal, traumatismos, cirurgias anteriores e fatores anatômicos também podem contribuir. Com o passar dos anos, o problema pode deixar de ser apenas “falta de um dente” e se tornar falta de volume ósseo adequado para posicionar um implante de maneira proteticamente favorável . Como sabemos quanto osso realmente existe? A tomografia é extremamente útil. El...

Síndrome de Moebius: quando a dificuldade para sorrir não significa ausência de emoção

 Uma criança nasce com pouca expressão facial. Tem dificuldade para sorrir, fechar completamente os olhos ou movimentá-los para os lados. Para quem observa sem conhecer a condição, sua expressão pode parecer séria ou indiferente. Mas existe uma diferença fundamental: a dificuldade está em movimentar a face — não em sentir emoções. Essa é uma das características mais marcantes da Síndrome de Moebius , uma condição congênita rara que pode envolver diferentes nervos cranianos e produzir alterações faciais, oculares, orais e musculoesqueléticas. O que é a Síndrome de Moebius? A apresentação clássica está relacionada principalmente ao comprometimento de dois nervos cranianos: VI nervo craniano (abducente) — participa do movimento dos olhos para fora; VII nervo craniano (facial) — controla grande parte da musculatura responsável pelas expressões da face. Por isso, duas manifestações particularmente características são a paralisia facial congênita e a limitação da movimentação lateral ...

Coronectomia: quando pode ser melhor não retirar todo o siso?

 Parece estranho: você procura um cirurgião para retirar o siso e descobre que, em algumas situações, pode ser mais seguro deixar parte dele no osso. Essa técnica existe e se chama coronectomia . Ela pode ser considerada em determinados terceiros molares inferiores quando as raízes apresentam uma relação muito íntima com o nervo alveolar inferior. Na cirurgia convencional, todo o dente é removido. Na coronectomia , retira-se a coroa e parte adequada do dente, mantendo intencionalmente as raízes no interior do osso. O objetivo é reduzir a manipulação próxima ao nervo e, consequentemente, diminuir o risco de lesão nervosa em casos selecionados. Isso não significa que a coronectomia seja melhor para todos os sisos próximos ao nervo. Existem critérios para indicá-la e situações em que ela não é apropriada. As raízes mantidas também precisam ser acompanhadas. Elas podem permanecer estáveis ou apresentar algum grau de migração ao longo do tempo e, ocasionalmente, uma nova intervenção pod...

Se você fosse fazer uma cirurgia importante, deixaria o plano de saúde escolher o cirurgião por você?

 Quando compramos um plano de saúde, esperamos que ele facilite o acesso ao tratamento. Isso é perfeitamente razoável. O problema surge quando, sem perceber, começamos a tratar rede credenciada e escolha profissional como se fossem exatamente a mesma coisa . Você recebe uma indicação cirúrgica. Liga para o plano. Recebe alguns nomes. Marca com quem tem vaga primeiro. E talvez nunca tenha feito uma pergunta fundamental: por que estou escolhendo esta pessoa para realizar minha cirurgia? Estar na rede é uma informação administrativa Um profissional integrar a rede de uma operadora significa que existe uma relação de credenciamento ou prestação de serviços entre ele e aquela estrutura. Isso, isoladamente, não diz: quantas cirurgias daquele tipo ele realiza; há quantos anos atua naquele procedimento; qual foi sua formação; se participa de atividades acadêmicas; se acompanha casos complexos; se publica, pesquisa ou ensina naquela área; qual é sua experiência hospitalar; ou mesmo se aquel...

Meu siso está muito perto do nervo. Preciso fazer tomografia?

  Quando uma radiografia panorâmica mostra o siso inferior aparentemente muito próximo do “nervo”, é comum surgir a preocupação: será que a panorâmica é suficiente para planejar a cirurgia? Nem sempre é necessário fazer tomografia para retirar um siso. Mas existem situações em que ela pode acrescentar informações importantes. O nervo alveolar inferior percorre um canal dentro da mandíbula e é responsável pela sensibilidade de grande parte do lábio inferior e do queixo. Em algumas pessoas, as raízes do terceiro molar estão muito próximas desse canal. A radiografia panorâmica fornece uma visão inicial dessa relação. Quando aparecem sinais de proximidade importante, a tomografia computadorizada de feixe cônico pode permitir uma avaliação tridimensional: mostra se o canal passa por dentro, ao lado, por baixo ou entre as raízes e ajuda a compreender melhor a anatomia. Isso não significa que a tomografia elimine o risco de alteração de sensibilidade . Ela é uma ferramenta para melhorar...

Placas personalizadas e impressão 3D: a cirurgia ortognática está mudando?

  Durante muitos anos, placas utilizadas para estabilizar os maxilares eram adaptadas pelo cirurgião durante o procedimento. Essa técnica continua válida. Mas a evolução do planejamento digital permitiu algo diferente: produzir guias e sistemas de fixação personalizados para a anatomia daquele paciente . É o encontro entre tomografia, engenharia, planejamento virtual e fabricação tridimensional. O que é uma placa personalizada? Depois que a cirurgia é planejada virtualmente, pode ser desenvolvido um sistema de fixação específico para as posições ósseas previstas. Em vez de adaptar totalmente a placa durante a cirurgia, o desenho já considera a anatomia individual e o movimento planejado. Também podem ser fabricados guias de corte e reposicionamento , utilizados para ajudar a transferir o planejamento virtual para o campo operatório. Esses sistemas fazem parte de um conceito mais amplo chamado patient-specific implants , ou implantes específicos para o paciente. Isso é apenas tecnol...