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Tomo anticoagulante: preciso parar o remédio para fazer cirurgia na boca?

 Para muitos pacientes que utilizam anticoagulantes, a proximidade de uma extração gera um dilema:

“Se eu continuar o medicamento, posso sangrar. Se eu parar, posso formar um coágulo. O que faço?”

É justamente por existir risco nos dois lados que a decisão não deve ser tomada sozinho.

Por que alguém utiliza anticoagulante?

Anticoagulantes são prescritos para reduzir a formação de coágulos em situações como fibrilação atrial, trombose venosa, embolia pulmonar e outras condições.

Entre os medicamentos utilizados atualmente estão anticoagulantes tradicionais e os chamados anticoagulantes orais diretos — DOACs.

Cada medicamento possui características farmacológicas próprias.

A cirurgia odontológica sempre exige suspensão?

Não.

Diversos procedimentos podem ser realizados utilizando medidas locais de controle de sangramento sem necessariamente interromper completamente a anticoagulação.

Isso depende, entretanto, do risco hemorrágico da cirurgia e do risco tromboembólico do paciente.

Uma revisão sistemática publicada em 2025 avaliou justamente o uso de anticoagulantes orais diretos em cirurgia oral e reforçou a necessidade de decisões baseadas no medicamento, procedimento e risco individual, em vez de uma única regra para todos.

Por que parar por conta própria pode ser perigoso?

Porque o medicamento foi prescrito por uma razão.

Ao suspendê-lo, o paciente pode perder temporariamente parte da proteção contra eventos tromboembólicos.

Em determinadas pessoas, isso pode representar risco muito mais importante que o próprio sangramento odontológico.

Por isso, a pergunta não deve ser:

“Quantos dias paro o remédio?”

Mas:

“Existe realmente necessidade de alterar meu esquema para este procedimento específico?”

Todas as cirurgias têm o mesmo risco de sangramento?

Não.

Uma extração simples é diferente de uma cirurgia extensa, múltiplas extrações ou determinados procedimentos reconstrutivos.

O cirurgião também considera:

número de regiões operadas;
extensão do descolamento;
possibilidade de sangramento intraoperatório;
condições sistêmicas;
outros medicamentos usados simultaneamente.

Como controlamos o sangramento?

Além do planejamento medicamentoso, existem medidas locais como suturas, compressão e materiais hemostáticos.

O acompanhamento pós-operatório também é importante.

Pequeno sangramento ou saliva avermelhada não é igual a uma hemorragia importante.

O paciente precisa receber orientações claras sobre o que é esperado e quando procurar assistência.

O que levar para a consulta?

Leve o nome exato, dose e horário do anticoagulante, além do motivo pelo qual ele foi prescrito.

Informe também todos os outros medicamentos.

Quando necessário, o cirurgião poderá discutir a conduta com o cardiologista, hematologista ou médico responsável.

Se você utiliza anticoagulante e recebeu indicação de extração ou outra cirurgia, uma avaliação pré-operatória ajuda a definir o risco do procedimento e se existe necessidade de alguma adaptação do tratamento medicamentoso.

Avaliar minha cirurgia

Precisa avaliar o seu caso?

As informações do Cirurgia Buco-Maxilo sem Medo têm finalidade educativa e ajudam a compreender diagnósticos, exames e possibilidades de tratamento, mas não substituem uma avaliação individual.

Se você recebeu indicação de cirurgia, possui radiografias ou tomografias, procura uma segunda opinião ou deseja esclarecer uma situação relacionada à Cirurgia Buco-Maxilo-Facial, é possível solicitar uma avaliação especializada em Natal/RN.

Durante a consulta, o objetivo inicial é compreender o seu caso, analisar os exames disponíveis e discutir as possibilidades de tratamento quando houver indicação.

Consulta e avaliação

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