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Se você fosse fazer uma cirurgia importante, deixaria o plano de saúde escolher o cirurgião por você?

 Quando compramos um plano de saúde, esperamos que ele facilite o acesso ao tratamento.

Isso é perfeitamente razoável.

O problema surge quando, sem perceber, começamos a tratar rede credenciada e escolha profissional como se fossem exatamente a mesma coisa.

Você recebe uma indicação cirúrgica.

Liga para o plano.

Recebe alguns nomes.

Marca com quem tem vaga primeiro.

E talvez nunca tenha feito uma pergunta fundamental:

por que estou escolhendo esta pessoa para realizar minha cirurgia?

Estar na rede é uma informação administrativa

Um profissional integrar a rede de uma operadora significa que existe uma relação de credenciamento ou prestação de serviços entre ele e aquela estrutura.

Isso, isoladamente, não diz:

quantas cirurgias daquele tipo ele realiza;

há quantos anos atua naquele procedimento;

qual foi sua formação;

se participa de atividades acadêmicas;

se acompanha casos complexos;

se publica, pesquisa ou ensina naquela área;

qual é sua experiência hospitalar;

ou mesmo

se aquele procedimento representa uma parte significativa de sua prática.

Também seria incorreto concluir o contrário.

Existem excelentes profissionais dentro das redes dos planos.

A questão não é rejeitar alguém porque atende convênio.

A questão é não utilizar o credenciamento como certificado automático de experiência para o seu caso específico.

Imagine que a cirurgia fosse em alguém da sua família

Talvez essa seja uma boa forma de pensar.

Se seu filho, sua mãe ou você mesmo precisasse de uma cirurgia complexa da face, você escolheria entre dois profissionais apenas verificando qual deles está na lista do plano?

Provavelmente não.

Você iria querer saber:

Quem faz esse tipo de cirurgia com frequência?

Quem tem mais experiência naquele problema?

Quem consegue explicar alternativas e riscos?

Quem possui formação consistente?

Quem está preparado para lidar com uma complicação se ela ocorrer?

Essas perguntas não desaparecem porque existe cobertura de um convênio.

Experiência não significa apenas idade

Também é importante não confundir experiência com número de anos desde a graduação.

Alguém pode ter vinte anos de profissão e realizar determinada cirurgia raramente.

Outro profissional pode ter construído sua carreira especificamente naquela área.

Portanto, uma pergunta muito melhor que:

“Há quantos anos você é dentista?”

é:

“Qual é sua experiência especificamente com este tipo de cirurgia?”

Especialização é o começo, não necessariamente o fim

Possuir título de especialista é um critério objetivo importante.

Mas procedimentos de maior complexidade podem exigir uma trajetória muito além do mínimo necessário para obter um título.

Residência, pós-graduação, mestrado, doutorado, treinamento complementar, experiência em centros de maior complexidade, participação em serviços hospitalares, atividades docentes e intercâmbios internacionais podem contribuir para a formação.

Nenhum item isolado garante excelência.

Mas uma trajetória consistente costuma deixar rastros verificáveis.

E o preço?

O custo também influencia decisões.

Isso é normal.

Mas existe uma diferença entre comparar honorários depois de entender as opções e escolher primeiro pelo custo e descobrir depois quem realizará sua cirurgia.

Em procedimentos eletivos complexos, talvez valha inverter a ordem:

primeiro compreenda quem você está escolhendo e qual tratamento está sendo proposto.

Depois avalie cobertura, reembolso e questões financeiras.

A pergunta que deveria vir antes

Talvez, antes de perguntar:

“Esse profissional atende meu plano?”

valha perguntar:

“Se eu não tivesse plano de saúde, eu escolheria este mesmo profissional para realizar minha cirurgia?”

A resposta pode ser sim.

Nesse caso, excelente.

Mas se a única razão para entregar sua cirurgia a alguém for o fato de o nome aparecer numa lista, talvez ainda falte uma etapa importante da decisão.


Se você recebeu indicação de uma cirurgia buco-maxilo-facial e deseja compreender melhor o diagnóstico, as alternativas e o planejamento antes de escolher quem realizará o procedimento, uma segunda avaliação pode ajudar.

Solicitar uma segunda avaliação

Precisa avaliar o seu caso?

As informações do Cirurgia Buco-Maxilo SEM medo têm caráter educativo e não substituem uma avaliação individual.

Se você recebeu indicação de cirurgia, possui exames ou deseja uma segunda opinião antes de decidir seu tratamento, é possível solicitar uma avaliação especializada em Cirurgia Buco-Maxilo-Facial em Natal/RN.

Durante a consulta, o objetivo inicial é compreender o diagnóstico, analisar os exames disponíveis, discutir possibilidades e esclarecer os fundamentos do tratamento proposto.

Consulta e avaliação

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