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Apneia do sono: quando a posição dos maxilares pode fazer parte do problema?

 Muitas pessoas associam apneia obstrutiva do sono exclusivamente a excesso de peso, ronco ou alterações nas vias respiratórias.

Esses fatores são importantes.

Mas a anatomia da face também pode influenciar o espaço disponível para a passagem do ar.

Em determinados pacientes, a posição da maxila e da mandíbula participa do estreitamento da via aérea.

É nesse contexto que o avanço maxilomandibular pode entrar na discussão do tratamento.

O que acontece na apneia obstrutiva?

Durante o sono, ocorre uma redução natural do tônus muscular.

Em pessoas predispostas, estruturas da região da faringe podem se aproximar e produzir episódios repetidos de obstrução parcial ou completa da passagem de ar.

O organismo então precisa interromper repetidamente o sono para restabelecer a respiração.

Isso pode provocar ronco, sono não reparador, sonolência durante o dia, dificuldade de concentração e repercussões cardiovasculares, entre outras consequências.

O diagnóstico não é feito pela aparência do rosto.

Ele depende de avaliação médica e exames específicos do sono.

Onde os maxilares entram nisso?

Mandíbula e maxila ajudam a determinar a posição de tecidos relacionados à língua, palato e faringe.

Quando existe deficiência anteroposterior importante, o espaço da via aérea pode ser reduzido.

Na cirurgia de avanço maxilomandibular, os dois maxilares são reposicionados para frente.

Esse movimento pode aumentar o espaço das vias aéreas superiores e modificar a tensão de estruturas ao redor da faringe.

Existe evidência científica?

Sim.

Uma meta-análise publicada em 2025 reuniu 31 estudos e 1.597 pacientes tratados com avanço maxilomandibular para apneia obstrutiva do sono.

Foram observadas reduções importantes no índice de apneia-hipopneia e melhora de parâmetros de oxigenação e sonolência.

Outra revisão sistemática publicada em 2025 avaliou a perspectiva dos pacientes e qualidade de vida após cirurgia de avanço dos maxilares para apneia.

Isso não significa que cirurgia seja o tratamento inicial de qualquer pessoa que ronca.

Muito menos que substituirá CPAP, perda de peso ou outras terapias em todos os casos.

Quem pode ser candidato?

A decisão depende da combinação entre:

• diagnóstico e gravidade da apneia;
• anatomia facial;
• posição dos maxilares;
• peso e outras condições clínicas;
• tratamentos já utilizados;
• tolerância ou resposta a terapias não cirúrgicas;
• expectativas do paciente.

Em alguns indivíduos existe, ao mesmo tempo, uma deformidade dentofacial e apneia.

Nesses casos, o planejamento precisa considerar tanto mordida e equilíbrio facial quanto via aérea.

Cirurgia para apneia é a mesma coisa que cirurgia ortognática estética?

A técnica utiliza princípios da cirurgia ortognática, mas a indicação e os objetivos precisam ser definidos clinicamente.

Mover os maxilares apenas para produzir uma alteração estética é diferente de planejar movimentos com repercussões funcionais na oclusão e via aérea.

O planejamento precisa ser individualizado.

E o CPAP?

O CPAP permanece uma das principais terapias para apneia obstrutiva.

Para muitos pacientes, ele é extremamente eficaz.

O fato de existir uma alternativa cirúrgica não transforma uma abordagem em concorrente da outra.

A pergunta adequada é:

qual tratamento oferece a melhor relação entre eficácia, riscos e características daquele paciente?

Esse raciocínio muitas vezes exige integração entre medicina do sono, otorrinolaringologia, odontologia, ortodontia e cirurgia buco-maxilo-facial.

Se você possui diagnóstico de apneia e também apresenta mandíbula retraída, alteração importante da mordida ou indicação prévia de cirurgia ortognática, uma avaliação pode ajudar a compreender se a anatomia dos maxilares participa do planejamento do seu tratamento.

[Avaliar minha anatomia facial]


Precisa avaliar o seu caso?

As informações do Cirurgia Buco-Maxilo sem Medo têm finalidade educativa e ajudam a compreender diagnósticos, exames e possibilidades de tratamento, mas não substituem uma avaliação individual.

Se você recebeu indicação de cirurgia, possui radiografias ou tomografias, procura uma segunda opinião ou deseja esclarecer uma situação relacionada à Cirurgia Buco-Maxilo-Facial, é possível solicitar uma avaliação especializada em Natal/RN.

Durante a consulta, o objetivo inicial é compreender o seu caso, analisar os exames disponíveis e discutir as possibilidades de tratamento quando houver indicação.

Consulta e avaliação

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