Pular para o conteúdo principal

Inchaço depois da cirurgia: o que é normal e quando devo me preocupar?

 Olhar no espelho no dia seguinte a uma cirurgia e perceber o rosto mais inchado pode assustar. E existe um detalhe que surpreende muitos pacientes: o inchaço pode aumentar antes de começar a diminuir.

O edema é uma resposta do organismo ao trauma cirúrgico. Depois de procedimentos na boca e nos maxilares, ele costuma se tornar mais evidente nas primeiras 48 a 72 horas. A partir daí, a tendência é ocorrer redução progressiva, embora o tempo de recuperação varie conforme o procedimento e cada paciente.

Também podem ocorrer manchas arroxeadas na pele e certa dificuldade para abrir a boca.

Então qualquer inchaço é normal?

Não.

O mais importante é observar a evolução. Um edema compatível com o pós-operatório tende a seguir o padrão esperado para aquele procedimento. Já um aumento importante depois de um período de melhora, principalmente associado a dor crescente, febre, secreção, gosto desagradável persistente ou piora do estado geral, merece avaliação.

Dificuldade para respirar ou engolir é um sinal de alerta e exige assistência imediata.

As orientações pós-operatórias também variam de acordo com a cirurgia. Por isso, recomendações dadas especificamente pelo cirurgião devem ter prioridade sobre dicas encontradas na internet.

O rosto não precisa voltar ao normal no dia seguinte para que a recuperação esteja indo bem.

No pós-operatório, mais importante do que perguntar “ainda estou inchado?” é observar: o quadro está evoluindo da maneira esperada para a cirurgia que eu fiz?

Precisa avaliar o seu caso?

As informações deste Blog Cirurgia sem Medo têm finalidade educativa e ajudam a compreender diagnósticos, exames e possibilidades de tratamento, mas não substituem uma avaliação individual.

Se você recebeu indicação de cirurgia, possui radiografias ou tomografias, procura uma segunda opinião ou deseja esclarecer uma situação relacionada à Cirurgia Buco-Maxilo-Facial, é possível solicitar uma avaliação especializada em Natal/RN.

Durante a consulta, o objetivo inicial é compreender o seu caso, analisar os exames disponíveis e discutir as possibilidades de tratamento quando houver indicação.

Consulta e avaliação ]

Postagens mais visitadas deste blog

Cirurgia ortognática dói? O que realmente acontece antes, durante e depois

  A ideia de operar os maxilares costuma gerar uma pergunta imediata: “vou sentir muita dor?”. Curiosamente, para muitos pacientes, a dor não é o principal desconforto da cirurgia ortognática . Antes da cirurgia, existe uma etapa importante de planejamento. Exames de imagem, análise facial, avaliação da mordida e planejamento ortodôntico ajudam a definir os movimentos necessários dos maxilares. Em muitos casos, recursos digitais permitem estudar previamente as alterações que serão realizadas. Durante o procedimento, o paciente está sob anestesia geral e não sente a cirurgia. Os ossos da maxila e/ou mandíbula são reposicionados de acordo com o planejamento e estabilizados geralmente com pequenas placas e parafusos. E depois? Nos primeiros dias, são esperados inchaço, dificuldade para mastigar, sensação de pressão na face e limitação para abrir a boca. Alterações temporárias de sensibilidade também podem ocorrer, principalmente em cirurgias envolvendo a mandíbula. A dor existe, mas c...

Cirurgia Buco-Maxilo-Facial SEM medo: Por que criei este espaço para você

Se você já sentiu aquele aperto no peito ao saber que precisaria de uma intervenção no rosto ou na boca, saiba que você não está sozinho. A ansiedade diante do desconhecido é uma resposta natural do nosso corpo, mas ela não precisa travar a busca pela sua saúde e bem-estar. Decidi fundar o Cirurgia Buco-Maxilo-facial SEM medo para mudar essa realidade. No meu dia a dia, dividindo o tempo entre o atendimento aos pacientes e as salas de aula universitárias, percebo que o receio quase sempre vem da falta de respostas simples. De diagnósticos complexos a termos difíceis, a internet costuma assustar mais do que orientar. A proposta deste espaço é ser o seu ponto de apoio. Aqui, vou explicar como funcionam as técnicas mais modernas, o que esperar de procedimentos como a extração de sisos, o tratamento de DTM ou a cirurgia ortognática, e como ter um pós-operatório muito mais leve e confortável. A cirurgia buco-maxilo-facial evoluiu enormemente em precisão e segurança. O objetivo principal é ...

Meu siso está encostado no nervo. É perigoso tirar?

 “Doutor, meu siso está encostado no nervo. É perigoso fazer a cirurgia?” Essa é uma dúvida muito comum — e compreensível. Nos sisos inferiores, as raízes podem estar próximas do canal mandibular, região por onde passa o nervo alveolar inferior, responsável pela sensibilidade do lábio inferior e do queixo. Essa proximidade não significa, por si só, que o siso não possa ser removido. Significa que o caso merece uma avaliação cuidadosa. A radiografia panorâmica costuma ser o primeiro exame utilizado. Quando ela mostra uma relação muito próxima entre as raízes e o canal do nervo, a tomografia computadorizada de feixe cônico pode ser indicada. Ela permite avaliar essa relação em três dimensões e ajuda no planejamento da cirurgia. Existe risco de alteração de sensibilidade? Sim. A parestesia pode ocorrer após a remoção de terceiros molares inferiores, especialmente quando existe contato íntimo com o nervo. Na maioria das situações em que ocorre, a alteração é temporária, mas lesões per...