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Uso remédio para osteoporose: extração e implante são realmente perigosos?

 “Uso remédio para osteoporose. Disseram que não posso tirar nenhum dente.”

Essa afirmação é excessivamente simplificada.

Alguns medicamentos utilizados no tratamento da osteoporose realmente possuem relação com uma complicação chamada osteonecrose dos maxilares relacionada a medicamentos — MRONJ.

Mas o risco precisa ser interpretado de acordo com qual medicamento é utilizado, dose, indicação, tempo de tratamento e tipo de procedimento odontológico.

Quais medicamentos estão envolvidos?

Entre os mais conhecidos estão os bisfosfonatos e o denosumabe, utilizados em diferentes contextos clínicos.

Esses medicamentos reduzem a reabsorção óssea e são importantes na prevenção de fraturas em pacientes com osteoporose.

Doses e esquemas utilizados para doenças oncológicas podem ser muito diferentes daqueles utilizados para osteoporose, e isso altera significativamente o perfil de risco.

O que é osteonecrose medicamentosa dos maxilares?

É uma complicação incomum caracterizada por alterações na cicatrização óssea dos maxilares em pessoas expostas a determinados medicamentos.

Extrações são um dos fatores frequentemente associados ao diagnóstico, embora a doença seja multifatorial.

Uma meta-análise publicada em 2025 avaliou pacientes com osteoporose submetidos a extrações enquanto utilizavam terapias antirreabsortivas. Os autores encontraram um risco existente, porém relativamente baixo, com grande variação entre os estudos.

Isso é bastante diferente de afirmar que “ninguém que toma remédio para osteoporose pode extrair um dente”.

Então devo parar o medicamento antes?

Nunca por conta própria.

Essa é provavelmente a mensagem mais importante deste artigo.

A interrupção de determinados tratamentos pode aumentar o risco de fraturas e produzir consequências médicas relevantes.

Revisões recentes continuam discutindo o chamado drug holiday, ou pausa medicamentosa, e não existe uma regra universal aplicável a todos os pacientes e todos os medicamentos.

A decisão, quando necessária, deve envolver o profissional que prescreveu o tratamento.

E implantes dentários?

Também existe uma mudança interessante nas evidências recentes.

Um consenso internacional publicado em 2025, baseado em revisão sistemática, sugeriu que pacientes com osteoporose em tratamento antirreabsortivo não precisam automaticamente interromper a medicação antes da instalação de implantes, embora a recomendação seja fraca devido à qualidade limitada das evidências.

Outra meta-análise de 2025 encontrou baixa frequência absoluta de MRONJ relacionada a implantes em pacientes tratados por osteoporose, mas confirmou que o risco não é zero.

Portanto, novamente, nem proibição indiscriminada nem falsa tranquilidade são adequadas.

O que o cirurgião precisa saber?

Leve:

nome exato do medicamento;
dose;
há quanto tempo utiliza;
motivo da prescrição;
tratamentos anteriores;
doenças associadas;
contato do médico responsável, quando necessário.

Não diga apenas: “tomo um remédio para os ossos”.

Detalhes fazem diferença.

Se você utiliza bisfosfonato, denosumabe ou outro medicamento relacionado ao metabolismo ósseo e recebeu indicação de extração, implante ou enxerto, uma avaliação individual permite estimar melhor os riscos antes do procedimento.

Avaliar meu risco cirúrgico

Precisa avaliar o seu caso?

As informações do Cirurgia Buco-Maxilo sem Medo têm finalidade educativa e ajudam a compreender diagnósticos, exames e possibilidades de tratamento, mas não substituem uma avaliação individual.

Se você recebeu indicação de cirurgia, possui radiografias ou tomografias, procura uma segunda opinião ou deseja esclarecer uma situação relacionada à Cirurgia Buco-Maxilo-Facial, é possível solicitar uma avaliação especializada em Natal/RN.

Durante a consulta, o objetivo inicial é compreender o seu caso, analisar os exames disponíveis e discutir as possibilidades de tratamento quando houver indicação.

Consulta e avaliação

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