Se muitos procedimentos odontológicos são realizados em consultório, por que determinadas cirurgias buco-maxilo-faciais precisam acontecer dentro de um hospital?
A resposta não está simplesmente no tamanho da cirurgia.
Está principalmente na complexidade do procedimento, na anestesia necessária, nas condições do paciente e nos recursos que podem ser necessários durante e depois da operação.
O que pode ser feito em consultório?
Muitos procedimentos de cirurgia oral podem ser realizados com segurança em ambiente ambulatorial e anestesia local.
Extrações, biópsias e outras intervenções, dependendo da complexidade e das condições clínicas, podem não exigir internação hospitalar.
Isso não torna esses procedimentos “simples” nem os hospitalares necessariamente “perigosos”.
São cenários diferentes.
Quando o hospital entra no planejamento?
Cirurgias ortognáticas, tratamento de determinadas fraturas faciais, reconstruções maiores dos maxilares e outros procedimentos de maior complexidade frequentemente necessitam de anestesia geral e estrutura hospitalar.
O hospital oferece centro cirúrgico equipado, equipe de anestesiologia, monitorização contínua e recursos para assistência durante o procedimento e na recuperação anestésica.
Além disso, existe a possibilidade de internação quando necessária.
A anestesia é um dos motivos?
Sim, mas não é o único.
Durante a anestesia geral, o paciente permanece sob os cuidados do anestesiologista, que monitora continuamente funções importantes do organismo e administra os medicamentos necessários.
Entretanto, a decisão de operar no hospital também considera duração prevista, extensão da cirurgia, possibilidade de sangramento, necessidade de equipamentos específicos e condições clínicas do paciente.
E pacientes com problemas de saúde?
Doenças cardiovasculares, respiratórias, alterações de coagulação e outras condições podem modificar o planejamento de uma cirurgia.
Isso não significa automaticamente que qualquer pessoa com uma doença precise operar em hospital.
Significa que a história médica faz parte da decisão sobre onde e como realizar o procedimento.
Em alguns casos, podem ser solicitadas avaliações médicas adicionais antes da cirurgia.
Hospital significa que a cirurgia é muito arriscada?
Não necessariamente.
Esse é um equívoco comum.
Às vezes, escolher o hospital é justamente uma medida de planejamento e segurança compatível com a complexidade prevista.
O local da cirurgia deve oferecer os recursos necessários para aquele procedimento e aquele paciente.
E depois da cirurgia?
Algumas operações permitem alta no mesmo dia ou após um período de observação. Outras podem exigir permanência hospitalar.
Na cirurgia ortognática, por exemplo, o pós-operatório inicial pode envolver controle de edema, hidratação, alimentação, medicamentos e observação antes da alta.
O tempo de internação depende do procedimento, da evolução clínica e dos protocolos da equipe e do hospital.
Então consultório ou hospital: qual é melhor?
Essa comparação não é adequada.
Um ambiente não é superior ao outro em todas as situações.
O melhor local é aquele compatível com o procedimento que será realizado, o tipo de anestesia, as condições clínicas do paciente e os recursos necessários caso algo saia do curso esperado.
Segurança cirúrgica começa muito antes de entrar na sala de operação.
Começa ao decidir corretamente quem operar, como operar e onde operar.
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As informações deste Blog Cirurgia sem Medo têm finalidade educativa e ajudam a compreender diagnósticos, exames e possibilidades de tratamento, mas não substituem uma avaliação individual.
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Durante a consulta, o objetivo inicial é compreender o seu caso, analisar os exames disponíveis e discutir as possibilidades de tratamento quando houver indicação.